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Somos estudiosos da Ética e da Moral, com graduação em Comunicação Social e Administração de Empresas, licenciatura e pós-graduação em filosofia e em estudos clássicos. Sabemos que o estudo da ética é algo profundo e iniciou, pelo menos no mundo ocidental, há mais de 2.500 anos. Quando olhamos o itinerário da ética e moral do período clássico (grego) até a contemporaneidade notamos que esses conceitos são por vezes até antagônicos. Para cada momento há vários pensadores, na sua maioria filósofos, defendendo os conceitos e/ou inaugurando outros. Todos, sem exceção, entendem que o campo da ética é, originalmente, a Filosofia. Tratar a ética e a moral deixando de lado os conceitos filosóficos existentes é incorrer em equívocos e em uma compreensão incorreta.

Quantas vezes nossos familiares fizeram um encontro para discutir princípios éticos? Na escola, quantas vezes nossos professores discutiram ética sistematicamente? Quantas vezes nossos amigos se encontraram para discutir ética? Quantas vezes houve reuniões estruturadas na empresa para discussão exclusiva de ética?

A resposta para essas questões é: Poucas vezes ou nenhuma vez!

Se não aprendemos ética na família; se não aprendemos ética na escola; se não aprendemos ética com os amigos; se não aprendemos ética no trabalho, como sabemos ética? Na verdade há uma confusão profunda entre os conceitos de ética que tratam do bem e mal universal com os conceitos de moral e conduta que tratam do certo e errado particular. Como ética não está na agenda do dia de todos nós, pouco discutimos e por isso pouco sabemos.
Se você fizer uma busca no Google sobre ética, deverá aparecer mais de 46 milhões de respostas. A grande maioria extremamente equivocada do ponto de vista filosófico (o correto). Existem até institutos que se mostram como guardiões da ética postulando conceitos errados, impróprios e completamente equivocados. Como a sociedade não cultiva esse assunto como deveria, todos se julgam aptos a proferir besteiras e mais besteiras.

Como vamos aprender corretamente se esses próprios institutos, escolas, associações, ONGs et cetera e tal, comentem tais deslizes?

Não existe licença poética para os conceitos de ética. Muito menos flexibilização. Se continuarmos a não entender e não querer entender corretamente do que a ética trata, vamos banalizar o seu significado, e com ele toda uma história sobre a natureza humana. Ninguém gosta de ser chamado de antiético e alienado. Parece uma ofensa monstruosa. Pois bem, somos todos antiéticos em algum momento da vida, ou em todos. Por exemplo: você sabe que morrem crianças de fome no mundo, certo? Se você não sabe, você é um alienado. Se você sabe, e não toma um atitude para acabar com a fome, você é antiético. Simples assim!
Parece também que, pelo fato de sermos antiéticos algumas vezes ou todas as vezes, não há mais possibilidade de mudar esse modelo mental e estamos “perdidos” para sempre. Apertamos a tecla DANE-SE e vamos continuar sendo antiéticos já que, aparentemente, não tem mais jeito. Também não é verdade. Podemos saber que não somos 100% éticos e que nunca seremos. Mesmo assim podemos ter pensamentos e atitudes melhores a cada dia, procurando fazer o bem de forma universal. Podemos, deliberadamente, adotar a ética como fio condutor de nossas vidas. Essa é nossa evolução.

Parafraseando José Saramago:

A única evolução possível para o ser humano é a evolução ética. O resto é acumular bens.
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